CONDIÇÕES PARA UMA BOA PRESCRIÇÃO ÓPTICA

Em primeiro lugar é necessário que a Óptica, que confecciona as lentes, faça as medidas corretas para uma boa montagem dos óculos. Distância naso-pupilar (DNP) com pupilômetro e marcação acertada da altura do centro óptico da lente se fazem imperativo, como a conferência do oftalmologista em todos os casos, se faz necessário. Óculos progressivos precisam da conferência no rosto do paciente, não só para orientar o uso, mas para observar a inclinação pantoscópica dado pela armação, medidas do centro óptico e acabamento condizente com o prescrito. Só assim pode haver uma boa prescrição óptica.

QUEIXAS COMUNS

Prescrição de grau incorreto: após a conferência no lensômetro, verifique os registros anteriores e compare com a transcrição da receita. Ao prescrever cilindro, em grau e eixo incorreto, poderá causar desconforto e mal-estar. Em casos de pacientes diabéticos descompensados também pode haver variação da receita.

Prescrição de adição para perto: deve ser levada em conta a capacidade acomodativa de cada pessoa e a real necessidade de quem usa. Pessoas com braços longos irão necessitar de adições menores, míopes conseguem adiar os sintomas da presbiopia e preferem muitas das vezes retirar os óculos para fazer leituras menores.

Centralização errada: centros ópticos devem ser verificados e alinhados com os olhos.

Mudança no tamanho das armações: com a vinda de lentes progressivas de pequena altura, aumentaram as dificuldades na adaptação, pois há um pequeno achatamento no campo de perto.

Inclinação pantoscópica: erros na inclinação da armação comprometem a visão de perto, muitas das vezes afastando o campo de leitura dos óculos aos olhos de quem usa.

Prisma indesejado: lente muito espessa ou fora de centro óptico acarretará na formação de prisma, desviando a imagem recebida para fora da região foveal, causando assim variados sintomas ópticos.

Linhas de tensão: na montagem das lentes poderá haver compressão nas bordas para a inserção das lentes na armação, causando linhas de tensão e dificuldades na adaptação.

Lentes muito espessas: causam mal-estar e desconforto do paciente frente aos óculos, resultando, quando no excesso de espessura central, em hipermetropia e periférica, em miopia, causando também, em alguns casos, imagens fantasmas e linhas de tensão, além do aumento do peso.

Lentes progressivas: ao mudar de marca ou modelo ou altura das lentes progressivas, o paciente passará por um período de adaptação, muitas vezes difícil.

Tipos de lentes: deve-se recordar o valor ABBE quando for prescrever uma receita, pois lentes com número ABBE baixo causam aberração visual e cromática, tornando difícil a adaptação.