Há duas propriedades a serem consideradas na óptica dos óculos: as lentes e os prismas, que partilham a mesma condição básica de mudar a direção da luz incidente em suas superfícies.

Sabe-se que uma lente positiva converge a luz de uma fonte distante para um ponto, em contrapartida, a lente negativa faz a luz divergir.

Uma lente pode atuar de forma mais forte ou mais fraca, dependendo do quanto esteja longe ou perto da córnea. Os míopes geralmente empurram os óculos mais perto dos olhos para obter maior efeito negativo, enquanto os hipermetropes afastam os óculos dos olhos para obter maior efeito positivo. A mudança no grau efetivo de uma lente depende tanto da sua potência, quanto do montante do seu deslocamento em relação à córnea.

Se a córnea não é esférica, isto é, está curvada mais em um meridiano do que aquele a 90 graus de distância deste ela assume uma forma astigmática. As consequências de possuir dois meridianos corneanos, afastados em 90 graus, com diferentes curvaturas, exige que duas lentes de graus diferentes sejam aplicadas para cada meridiano.

A propriedade básica de um prisma é que ele desvia um raio de luz para a sua base. O grau de desvio é relacionado com o poder do prisma, que fisicamente se define através do ângulo que os lados desse prisma formam com seu ápice. O poder de um prisma é dado em dioptrias prismáticas simbolizadas por um triângulo:

∆. Um prisma de uma dioptria, 1 ∆, desvia um raio de luz de 1 centímetro a uma distância de 1 metro.

Um prisma de 2 dioptrias produz um desvio de 2 cm, e assim por diante.

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