Índice de refração (IR)

É a relação entre a velocidade de propagação da luz no vácuo e a velocidade de propagação da luz em outro meio. Sabendo que a velocidade da luz no vácuo é sempre superior à velocidade da luz em qualquer meio, o resultado será sempre um número maior que um. É um número adimensional, pois estamos dividindo duas velocidades. Este resultado nos dá uma ideia do poder de refração de cada material, porque quanto maior o índice de refração, maior o desvio de um feixe de luz passando pelo meio, isto é caracterizado pelas leis de Snell e Descartes.

De forma prática e aplicada a óptica oftálmica, quanto maior o índice de refração, menor será a espessura da lente, influenciando diretamente tanto na espessura quanto no peso da lente. No caso das lentes positivas (ou convergentes), quanto maior o índice de refração, mais finas elas ficam no centro; já no caso das lentes negativas (divergentes), mais finas elas ficam nas bordas. Lembremos também que ao escolhermos armações menores as lentes ficarão mais finas no grau negativo. Com relação ao peso, no caso das lentes minerais, quanto maior o índice de refração, mais fina e mais pesada fica a lente. Para resina e policarbonato, quanto maior o índice de refração, mais fina e mais leve fica a lente.

Geralmente na óptica oftálmica os índices de refração variam de 1.50 a 1.90, sendo que as lentes orgânicas variam entre 1.50 e 1.74 e as lentes minerais atingem um índice de até 1.90.

Como se pode ver: quando o índice aumenta, passa-se de uma lente orgânica comum a uma lente ultrafina.

RESUMINDO

1. Maior IR: maior é o desvio de um feixe de luz passando no meio.

2. Maior IR: menor será a espessura de borda (lentes côncavas) e a espessura do centro (lentes convexas).

3. IR: 1.50 a 1.90.

a) Mineral: 1.50, 1.60, 1.70, 1.80 e 1.90

b) Orgânica: 1.50(CR-39), 1.60, 1.67, 1.70 e 1.74

c) Policarbonato: 1.59

d) Trivex: 1.53