COMO A LUZ DO SOL AFETA SEUS OLHOS

O espectro de luz solar varia, desde a luz invisível de um lado, passando pela luz visível, até a luz invisível do outro lado.

Luz ultravioleta: as ondas mais curtas do espectro são denominadas luz ultravioleta ou UV. As ondas são mais curtas que as ondas de luz visível. Os dois tipos mais comuns de luz UV que estão presentes em todos os ambientes externos são UV-A (ondas longas, de 320 a 380 nanômetros) e UV-B (ondas médias, de 290 a 320 nanômetros), que também podem ser encontrados em alguns ambientes industriais. Ambos podem causar danos ao cristalino e à córnea.

Luz visível: a parte central do espectro apresenta a visão das cores, do violeta ao vermelho. Essas cores podem ser vistas em um prisma ou arco-íris.

Luz infravermelha: as ondas mais longas do espectro correspondem à luz infravermelha. Elas são mais longas que a última cor visível (vermelho). A luz infravermelha é invisível, mas pode ser sentida pelo corpo, na forma de calor. Ela está presente na luz solar e em muitos processos industriais. A luz infravermelha pode causar danos ao cristalino e à córnea, e também à retina.

QUAIS SÃO OS RISCOS

Atividades ao ar livre significam exposição a raios UV. A intensidade dos raios depende da estação do ano e da claridade do céu.

Devido à natureza dos raios ultravioleta, nossos olhos estão expostos a riscos potenciais sempre que estamos em ambientes externos. Isto significa que qualquer pessoa pode ser afetada. Evidentemente, os riscos são proporcionais ao tempo que permanecemos em ambientes externos.

As superfícies refletivas das cidades, como paredes brancas ou superfícies envidraçadas, acentuam os raios luminosos. Os raios luminosos também podem ser intensificados por outros elementos, como neve, areia e água.

Pessoas que passam muito tempo em ambientes externos, em atividades relacionadas a trabalho ou lazer, devem ser conscientizadas da necessidade de proteger seus olhos.

A IDADE É IMPORTANTE

A idade determina nossa reação a raios ultravioleta. Crianças e idosos são mais vulneráveis e devem receber proteção adequada para manter boas condições de visão:


Crianças

Especialmente as mais novas, são mais sensíveis à luz. Suas pupilas são mais dilatadas que as dos adultos e possuem menor quantidade de pigmentos, que proporcionam proteção natural para o tecido do olho. A permeabilidade de seus olhos torna as crianças especialmente suscetíveis a raios UV. Com a idade, ocorre uma diminuição na quantidade de luz UV, potencialmente perigosa, que incide na retina.


Bebês

Pesquisas científicas demonstram que os olhos de bebês absorvem quase toda a emissão de raios UV-A e UV-B. Cerca de 90% dos raios UV-A e 50% dos raios UV-B podem atingir a retina de uma criança com menos de um ano de idade. Isto significa que elas são extremamente vulneráveis aos danos causados pelo sol.


Jovens e adolescentes

Em crianças com 12 anos ou mais, ocorre uma diminuição da quantidade de raios UV que alcançam a retina, 60% dos raios UV-A e 25% dos raios UV-B, entretanto, os efeitos prejudiciais da luz são maiores em crianças que apresentam níveis menores de pigmentação (loiras de olhos claros).


Adultos

Aos 25 anos de idade, o cristalino tem a capacidade de absorver uma maior intensidade de luz UV. Os pais frequentemente querem saber se as lentes fotossensíveis são adequadas para seus filhos. Obviamente, as crianças, que são particularmente suscetíveis aos efeitos prejudiciais do sol, serão tão beneficiadas quanto os adultos pela proteção de 100% contra raios UV proporcionada por lentes protetoras. Patologias associadas à idade, tais como degeneração macular, catarata, edema de córnea e albinismo devem ter maior atenção.

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