COLORAÇÕES E FILTROS MEDICINAIS

Os filtros medicinais absorvem parte do espectro visual que estimula as células fotorreceptoras afetadas por patologias, tais como Degeneração da Mácula (DMRI), Retinopatia Diabética, Retinose Pigmentar, Dicromasia, Acromasia e Monocromasia. Deste modo elevamos artificialmente o contraste entre os receptores mais expostos e os menos expostos. Os usuários deste tipo de lentes percebem uma significativa melhora em sua sensibilidade ao contraste e experimentam um tempo de adaptação bastante reduzido.

Estudos recentes demonstram que a prescrição médica para filtros, justifica-se plenamente para facilitar o esforço da adaptação dos pacientes atingidos por alterações retinianas, e para melhorar as suas percepções aos contrastes. Alguns podem preferir diferentes filtros para cada condição luminosa. Essas lentes apresentam também proteção à radiação ultravioleta.

Devemos ter em mente que lentes filtrantes não são apenas uma coloração tingida em uma lente, mas ela deve bloquear ou acentuar uma cor ou cores do espectro decomposto do arco-íris da luz solar.

Na retina temos 125 milhões de bastonetes e 5.5 milhões de cones convergindo sobre 900 mil fibras ópticas em direção ao encéfalo, na proporção temos 140 bastonetes e 6 cones sobre cada fibra óptica.

A região macular apresenta um cone azul, para 20 do verde e 40 do vermelho, então anormalidades maculares patológicas comprometem principalmente a percepção das cores que compõe o espectro do cone azul.

Os filtros barram comprimentos de onda específicos, como exemplo, as lentes Blue Block 550, 525 e 500 da Segment e as lentes Clarlet F60, F80 e F90 da Zeiss, que diminuem a percepção do cone azul, favorecendo o desempenho visual dos outros cones, melhorando a visão de pessoas com doenças degenerativas maculares.

Os filtros azuis FC-Az 1, FC-Az 2, FC-Az 3 da Segment, mais claros e os filtros F451 e F452 da Zeiss, mais escuros, acentuam obviamente a percepção da cor azul, melhorando o desempenho da retina que apresente comprometimento macular e por conseguinte menos cones azuis e como temos menos do que o verde e o vermelho, a mensagem enviada ao encéfalo se torna deletéria. Ao acentuar ou barrar a percepção do cone azul com filtros medicinais, não só aumentamos o conforto visual e percepção de contrastes, como melhoramos a acuidade visual.

Filtros amarelos, FC-Am 1, FC-Am 2, FC-Am 3 e o Night Drive da Segment, tem basicamente a função de aumentar os contrastes do ambiente pelo dia e pela noite, ajudando pessoas com patologias que tem o campo visual e a percepção de contraste comprometidos, tais como Retinose Pigmentar e Glaucoma.

Filtros de coloração verde, tem indicação para ser usado em patologias que necessite acentuar a cor azul e melhora dos contrastes como faz o papel do amarelo, já que a cor verde, nada mais é, do que a combinação da cor amarela com a cor azul. Porém na prática da aceitação deste filtro, o resultado não é tão bom quanto o esperado.

Devemos lembrar que os filtros têm suas indicações características, mas o teste é extremamente subjetivo, pois varia de criança para criança (adulto para adulto também). Não tendo, portanto, total determinação da coloração do filtro de acordo com determinada patologia. Teremos, então, algumas surpresas na aplicação.

Temos que ter em mente, ao prescrevermos filtros, que dentro de um consultório oftalmológico a iluminação não pode ser comparada com ambientes externos ou dentro de uma casa ou no ambiente escolar. Lembremos que todos os filtros com o tempo, pelo modo de limpar as lentes ou com a exposição à radiação UV diária, irão perdendo gradativamente a coloração (desbotando) e perdendo o efeito desejado de quando foi prescrito.

LENTES DISPONÍVEIS

JANEIRO/2019

SEGMENT | ZEISS

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